Ao eleger Dilma Rousseff para a Presidência da República o povo brasileiro mostrou que quer aprofundar e consolidar as mudanças ocorridas no país desde a eleição de Lula em 2002.
Entre outros avanços deste governo popular, podemos destacar o aumento da renda, do emprego, da inclusão social e a ascensão de milhões de pessoas de uma classe para outra, caracterizando uma mobilidade social “nunca antes vista na história deste país”.
E o aumento da renda inclui a política de recuperação do salário mínimo fruto de um acordo firmado em 2006 pelo presidente da República com as centrais sindicais. Segundo o documento, o piso será reajustado pela inflação mais a variação do PIB de dois anos anteriores.
Como em 2009 o PIB foi negativo, pelo acordo não haverá aumento real para o mínimo em 2011. Só que o país vem crescendo muito e há espaço para a incorporação de um ganho real para o ano que vem. Não vamos abrir mão disso.
Já estamos negociando com o atual governo e vamos tentar abrir negociação com o futuro Governo Dilma para conquistarmos um aumento substancial para o mínimo.
Também queremos que o acordo firmado com o governo seja transformado em lei a ser aprovada pelo Congresso Nacional para garantir a recuperação do mínimo até o ano de 2023.
Para os trabalhadores, a valorização do salário mínimo é uma forma de distribuir renda, aumentar o consumo, a produção, o emprego e a renda. Um bom reajuste terá um impacto positivo na renda de 45 milhões de trabalhadores e aposentados que recebem o piso.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical





