A Força Sindical tem atuado em várias frentes para que os trabalhadores possam usufruir do Trabalho Decente. Destacamos o aumento real de salários, ou seja, reajuste concedido acima da inflação do período da data-base da categoria.
Para concretizar o Trabalho Decente na vida dos trabalhadores a Força Sindical tem desenvolvido ações em conjunto com seus associados e negociado com patrões e governos municipais, estaduais e federal e, em alguns casos, atua junto com as centrais sindicais.
Os frutos desta unidade são colhidos há alguns anos. Por exemplo, para que o trabalhador possa ter um trabalho adequadamente remunerado, as centrais negociaram com o governo federal, a política de valorização do salário mínimo, que garante aumento real para os 1.269.811 de trabalhadores que têm contratos de trabalho formal no valor de um salário mínimo, conforme da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes período de 2008. A maioria dos trabalhadores que recebem o salário mínimo não está organizada em sindicatos.
Distribuição de Renda
Há alguns anos, o movimento sindical brasileiro, no qual a Força Sindical está inserida, tem obtido por meio de mobilizações, aumentos reais de salários para a maioria das categorias de trabalhadores.
O Coeficiente de Gini, que mede o grau de concentração de renda, vem caindo consistentemente desde 2002, quando era de 0,589 e passou, em 2008, para 0,548, segundo Airton Gustavo dos Santos, técnico da subseção do Dieese (Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) na Força Sindical. O Dieese é uma entidade que assessora o movimento sindical brasileiro.
“A queda”, reconhece o técnico, “ não é lá muito expressiva, mas está caindo e isso se deve, é claro, às conquistas salariais, inclusive à política de valorização do salário mínimo e às políticas públicas de renda, como o Bolsa Família”, declarou.
Santos destaca também outros pontos: o balanço de negociações do Dieese do 1º. Semestre de 2010 mostra que 88% das categorias obtiveram aumentos reais de salários acima da inflação (aumento real), uma tendência que vem desde 2004 e, o desemprego está decrescendo, julho apresentou taxa de 6,9%, a mais baixa para o mês de julho desde que a pesquisa foi criada.
Com isso, a massa salarial cresceu 3% de junho pra julho devido ao aumento do emprego e aumento do salário real dos ocupados. Esses são fatores que, aos poucos, alteram o perfil dos assalariados. No entanto, não se pode afirmar, muito embora o coeficiente de Gini esteja melhorando, que esteja havendo grandes modificações na distribuição de renda no País. Isso porque os ganhos de produtividade não são apropriados só pelos salários, pelo contrário, o lucro fica com parte maior. Assim, existe de fato uma melhora, mas muito mais para o lucro, o que perpetua o perfil da distribuição de renda.
Os aumentos reais obtidos melhoraram as condições dos mais pobres, mas a maioria ainda não usufruem de uma vida digna. Este é o desafio que o movimento sindical e a sociedade brasileira para enfrentar: como distribuir a renda e reduzir cada vez mais, a desigualdade de renda entre as classes sociais, diz Airton Augusto dos Santos, técnico da subseção do Dieese na Força Sindical.





